revistapontocom – Há dois anos, você recebeu o prêmio Microsoft Educadores Inovadores, na categoria Educador Inovador. A premiação foi fruto do projeto o Vôo BPF Brasil, Portugal e França. Que projeto foi esse?
Marise Brandão – Utilizando como temática o centenário de Santos Dumont, o projeto teve o objetivo de criar uma comunidade de aprendizagem em rede, estabelecendo um intercâmbio com escolas do Brasil, Portugal e França. O projeto foi desenvolvido por quatro escolas, duas no Brasil, uma em Portugal e uma na França. Criamos uma aprendizagem em rede, onde os alunos se tornaram os autores, construindo o conhecimento de uma forma muito participativa e colaborativa. Partimos da leitura do livro de Claudio Fragata, Seis Tombos e um Pulinho, que fala sobre Santos Dumont. As atividades envolveram 115 alunos de seis turmas do Ensino Fundamental dos três países.
Marise Brandão – Utilizando como temática o centenário de Santos Dumont, o projeto teve o objetivo de criar uma comunidade de aprendizagem em rede, estabelecendo um intercâmbio com escolas do Brasil, Portugal e França. O projeto foi desenvolvido por quatro escolas, duas no Brasil, uma em Portugal e uma na França. Criamos uma aprendizagem em rede, onde os alunos se tornaram os autores, construindo o conhecimento de uma forma muito participativa e colaborativa. Partimos da leitura do livro de Claudio Fragata, Seis Tombos e um Pulinho, que fala sobre Santos Dumont. As atividades envolveram 115 alunos de seis turmas do Ensino Fundamental dos três países.
revistapontocom – O projeto foi inovador ao aliar as TICs e outras escolas de outros países?
Marise Brandão – Acredito que o projeto foi bastante inovador porque ele foi ousado. Não foi um projeto de consumo de informações, mas de produção de conhecimento por meio da autoria do aluno. O projeto inovou por ultrapassar os muros da escola, tornando a aprendizagem mais flexível no tempo e no espaço e unindo dois continentes. O planejamento do trabalho começou com uma reunião inicial com os alunos, explicando a importância de eles estarem inseridos no projeto. Após uma pesquisa na internet para recolher material sobre Santos Dumont, foi criado o blog Vôo BPF com a finalidade de publicar os trabalhos, as imagens e a opinião dos envolvidos. Todas as atividades de realização dos trabalhos publicados no blog utilizaram tecnologia digital e informática que permitiram desenvolver nos alunos competências que levam à infoinclusão e literacia digital. Ao final das atividades, houve a realização de uma videoconferência envolvendo representantes do Brasil, Portugal e da França. O MSN Messenger foi o principal veículo de comunicação e troca de informações entre os professores.
Marise Brandão – Acredito que o projeto foi bastante inovador porque ele foi ousado. Não foi um projeto de consumo de informações, mas de produção de conhecimento por meio da autoria do aluno. O projeto inovou por ultrapassar os muros da escola, tornando a aprendizagem mais flexível no tempo e no espaço e unindo dois continentes. O planejamento do trabalho começou com uma reunião inicial com os alunos, explicando a importância de eles estarem inseridos no projeto. Após uma pesquisa na internet para recolher material sobre Santos Dumont, foi criado o blog Vôo BPF com a finalidade de publicar os trabalhos, as imagens e a opinião dos envolvidos. Todas as atividades de realização dos trabalhos publicados no blog utilizaram tecnologia digital e informática que permitiram desenvolver nos alunos competências que levam à infoinclusão e literacia digital. Ao final das atividades, houve a realização de uma videoconferência envolvendo representantes do Brasil, Portugal e da França. O MSN Messenger foi o principal veículo de comunicação e troca de informações entre os professores.
revistapontocom – E quais foram os resultados?
Marise Brandão – Bem, durante o desenvolvimento do projeto, fui chamada de muitas coisas, todos achavam que eu estava delirando, sonhando e que eu tinha perdido o rumo. Chamava meus colegas para participarem e eles me olhavam de modo estranho. Eu falava em videoconferência com Portugal, França. Falava em blog colaborativo, em webquests. Falava em crianças de uma escola estadual que nunca haviam tocado em computadores, crianças que estavam rotuladas, recuperando os conteúdos, e, agora, tendo prazer em estudar. Falava em apoio das famílias, enquanto sempre falavam na falta de apoio das famílias. Os resultados foram os melhores possíveis. Houve uma grande mudança de comportamento por parte dos alunos, aumentando o interesse pelos estudos, o desenvolvimento de competências e habilidades, elevando a auto-estima de todos os envolvidos. Acho que a maior conquista deste trabalho foi a verdadeira inclusão digital, que mudou a história de vida de vários alunos.
Marise Brandão – Bem, durante o desenvolvimento do projeto, fui chamada de muitas coisas, todos achavam que eu estava delirando, sonhando e que eu tinha perdido o rumo. Chamava meus colegas para participarem e eles me olhavam de modo estranho. Eu falava em videoconferência com Portugal, França. Falava em blog colaborativo, em webquests. Falava em crianças de uma escola estadual que nunca haviam tocado em computadores, crianças que estavam rotuladas, recuperando os conteúdos, e, agora, tendo prazer em estudar. Falava em apoio das famílias, enquanto sempre falavam na falta de apoio das famílias. Os resultados foram os melhores possíveis. Houve uma grande mudança de comportamento por parte dos alunos, aumentando o interesse pelos estudos, o desenvolvimento de competências e habilidades, elevando a auto-estima de todos os envolvidos. Acho que a maior conquista deste trabalho foi a verdadeira inclusão digital, que mudou a história de vida de vários alunos.
revistapontocom – E de lá para cá?
Marise Brandão – O trabalho com as TICs na sala de aula continua até hoje. A diferença é que a Microsoft me apóia atualmente. Ano passado, a Microsoft e a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro me levaram a Washington para participar de um congresso, onde tive a alegria de ver o projeto valorizado e conhecer outros maravilhosos. Hoje, faço parte dos Educadores Inovadores em Rede da Microsoft. Estamos sempre juntos, seja presencialmente ou online, trocando experiências e fazendo reflexões. A Microsoft conseguiu unir todos os Educadores Inovadores do Brasil com os Professores Nota Dez de 2009, imagina no que isto vai dar. Principalmente em nosso estado, onde a Secretária de Educação e sua equipe acredita e apóia o uso das TICs para a evolução e revolução na educação. Ainda estou à frente do portal www.webeducacional.com, onde professores e estudantes de vários estados do Brasil e de Portugal criam suas webquests, baixam softs, pesquisam e recebem informações e orientações. No ano passado, desenvolvi o projeto Reciclar é um Barato. O
Marise Brandão – O trabalho com as TICs na sala de aula continua até hoje. A diferença é que a Microsoft me apóia atualmente. Ano passado, a Microsoft e a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro me levaram a Washington para participar de um congresso, onde tive a alegria de ver o projeto valorizado e conhecer outros maravilhosos. Hoje, faço parte dos Educadores Inovadores em Rede da Microsoft. Estamos sempre juntos, seja presencialmente ou online, trocando experiências e fazendo reflexões. A Microsoft conseguiu unir todos os Educadores Inovadores do Brasil com os Professores Nota Dez de 2009, imagina no que isto vai dar. Principalmente em nosso estado, onde a Secretária de Educação e sua equipe acredita e apóia o uso das TICs para a evolução e revolução na educação. Ainda estou à frente do portal www.webeducacional.com, onde professores e estudantes de vários estados do Brasil e de Portugal criam suas webquests, baixam softs, pesquisam e recebem informações e orientações. No ano passado, desenvolvi o projeto Reciclar é um Barato. O
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